Pela pela primeira vez consegui tirar fotos e até mesmo fazer filminhos de um treinamento que dei de “resgate básico em altura” para uma empresa, na verdade a situação do cliente envolvia descer uma vítima até o solo (sem precisar atravessar nós em cordas ou fazer fracionamento) ou no pior cenário, subir com uma vítima até um ponto qualquer… o que tento mostrar de forma didática no link a seguir é um sistema de redução de forças usando polias (3:1) e também alguns filminhos (super toscos e caseiros)…
No filminho uso como descensor o auto-blocante o Petzl Grigri e o Trango Cinch (mas poderia ter sido o Petzl ID ou mesmo o Petzl Stop), e o sistema de ascensão da vítima com redução (com polias) foi usado apenas para liberar a vítima do talabarte e então leva-la ao solo… na verdade estava adequando uma equipe de “CIPA” de uma empresa para as NBR 15475 e 15595…
Bom, é isso…
Confira algumas das etapas de um treinamento básico de resgate em altura envolvendo sistema de redução de forças 3:1, no exemplo abaixo a vítima apresentava-se inconsciente e pendurada pelo lado de fora de um andaime, suspensa por um talabarte. Foi realizada um sistema básico de ancoragem na própria estrutura, utilizando-se cordas.
O acesso à vítima foi realizada através da descida por corda estática com freio ou descensor auto-blocante, chegando-se na vítima esta foi clipada à fita “auto-seguro” do resgatista e a vítima foi liberada do mosquetão de seu talabarte (que poderia ter sido simplesmente cortado) utilizando-se um sistema de ascensão baseado na redução de forças (com polias) 3:1.
Confira também os vídeos abaixo
Descida por corda utilizando freio ou descensor auto-blocante:
Descida de vítima com auxílio de resgatista no solo (utlizando sistema de redução de forças 3:1) :
Resgate de vítima pendurada pelo talabarte:
Descida de vítima sem qualquer auxílio externo:
É incerto e não há registros de quando e onde surgiu o alpinismo industrial de forma profissional.Fatos apontam para o início da década de 1970,quando empresas de engenharia de países como França,Espanha e Inglaterra perceberam as vantagens de substituir a mão-de-obra tradicional por escaladores de rocha.Essas empresas descobriram no método uma solução rápida ,prática e segura para serviços em altura.
Já no final da década de 1970,na Grã-Bretanha,os próprios escaladores viram nesta atividade uma saída para poderem continuar praticando seu esporte e ganhar dinheiro com trabalhos em altura.
Dessa forma,começaram a surgir as primeiras empresas do que é hoje conhecido mundialmente como a indústria moderna do acesso por corda.
O aumento do número de empresas trouxe a necessidade de criar regras para o mercado,principalmente nos quesitos qualidade e segurança.
Em 1987,um grupo de empresas criou o IRATA Industrial Rope Access Trade Association ou Associação Comercial do Acesso por Corda,primeira associação de empresas do setor.
O IRATA nasceu com o objetivo de promover e manter o padrão das atividades industriais do acesso por corda.Depois de estruturada a associação passou a fornecer orientação, treinamento e certificação a profissionais que atuam na área.
Atualmente,o acesso por corda é uma atividade reconhecida mundialmente e já conta com várias associações de empresas espalhadas em diversos lugares no mundo.
No Brasil, recentemente várias empresas da área reuniram-se com a ABNT e desenvolveram a norma brasileira, ABNT NBR 15475, Acesso por corda – Qualificação e certificação de pessoas, primeira edição 26/03/2007, válida a partir de 26/04/2007 e
ABNT NBR 15595:2008 e ABENDE NA 006 / Setembro de 2008 Qualificação e certificação de pessoal em acesso por corda.
- O que é?
As últimas décadas têm sido marcadas por sucessivos avanços científicos e tecnológicos, afetando todos os setores da sociedade.
Para os trabalhos em altura não poderia ser diferente, a necessidade de um método de melhoria da qualidade, segurança, praticidade, rapidez e facilidade de acesso fez com que se desenvolvesse o Alpinismo Industrial substituindo a utilização de andaimes e escadas pela técnica de acesso por corda.
Essa técnica tem sido cada vez mais difundida, vemos sua utilização para segurança sobre telhados, restauração de imóveis tombados, na contenção de encostas, na penetração em espaço confinado, no trabalho off-shore, Instalações de peças, soldas especializadas, reparos de construção civil, montagem de estruturas para eventos, poda de árvores, montagem de torres, ambientes confinados, evacuação de vitimas, entre outros.
Assim, os meios tradicionais de deslocamento e de acesso já não representam mais a solução ideal, se comparados com as novas técnicas e os produtos disponíveis no mercado para os mesmos fins, sobretudo no que diz respeito aos requisitos relacionados à economia e segurança que se aplicam ao Alpinismo Industrial.
- Normas
- ABNT NBR 15475, Acesso por corda – Qualificação e certificação de pessoas, primeira edição 26/03/2007, válida a partir de 26/04/2007.
- ABNT NBR 15595:2008 e ABENDE NA 006 / Setembro de 2008 Qualificação e certificação de pessoal em acesso por corda.Norma NBR 15595 Acesso por corda – Procedimento para aplicação do método.
Procedimento para aplicação do método com o objetivo de garantir a segurança e eficiência dos profissionais no acesso por corda. A regra se aplica para subida, descida, deslocamentos horizontais, resgate e auto-resgate dos profissionais em métodos para acessar estruturas (on shore e off shore) ou ambientes com características naturais (encostas), nos quais as cordas estão conectadas às estruturas construídas ou naturais.
Norma NBR 15475 Acesso por corda – Qualificação e certificação de pessoas
Esta Norma estabelece uma sistemática para a qualificação e certificação de profissionais de acesso por corda por um organismo de certificação. A certificação nesta Norma dá ao profissional um atestado de competência geral em acesso por corda. Ela não representa uma autorização para realizar a atividade, uma vez que a responsabilidade continua sendo do empregador. Esta Norma não se aplica às atividades de esporte de montanha, turismo de aventura e serviços de emergência destinados a salvamento e resgate.
IRATA – Industrial Rope Access Trade Association/Associação Comercial Industrial do Acesso da Corda. (organismo criado no Reino Unido – UK)
Industrial Rope Access Technical é um conjunto de técnicas e sistemas criado para tornar segura, viável e mais rápida as tarefas que envolvem atividades de alto risco em ambientes verticais, resgates e espaços confinados.
para saber mais :
http://www.marski.org/resgate-em-altura