Qualquer um que viaje para um país ou região em desenvolvimento, onde a higiene, assim digamos, não é o “forte”, possui grandes chances de voltar para casa com amigos indesejáveis dentro do corpo…São parasitas (vermes e protozoários) que realmente fazem o seu portador “reinar” no “trono” de forma bem desagradável…
Por falar nisso, você sabe como purificar sua água durantes as viagens ? Confira o artigo em : www.blog.marski.org/?p=2090
Enfim, na maior parte das vezes esses são problemas transitórios conhecidos como “diarréia dos viajantes” ( www.manualmerck.net/?id=132&cn=1116 ), entretanto, as chances do indivíduo ter tido contato com agentes patológicos são grandes… a lista é extensa, mas os mais comuns seriam:
- criptospodium ( www.mayoclinic.com/
health/cryptosporidium/DS00907 ) - vírus da hepatite A ( pt.wikipedia.org/wiki/
Hepatite_A ) - giárdia lamblia ( www.cve.saude.sp.gov.
br/htm/hidrica/Giardiase.htm ) - ameba hystolística ( www.abcdasaude.com.
br/artigo.php?20 ) - vermes cilíndricos e/ou achatados (helmintos e nematelmintos)
Os patógenos 1 e 2 o organismo consegue lidar de forma espontânea, curando-se sozinho… (ou não…rsrsrsrsrs), já os itens 3 a 5 requerem uma atenção especial.
A questão é que no caso deles (itens 3 e 4) mesmo que a “fase” da diarréia já tenha terminado, a pessoa infectada continua com o agente (verme/protozoário) dentro do corpo, e isso pode permanecer ali por vários anos (ou a vida toda) sem que a pessoa “apresente” maiores sintomas… Ou melhor, a pessoa até apresenta os sintomas (fraqueza, sono, palidez, anemia, etc…) mas ela acaba se acostumando com o quadro e não se dá conta…
O exame para detecção destes parasitas é o famoso “exame de fezes”, entretanto, esse *não* é um exame muito confiável, apresentando um alto índice de resultados “falso negativo”, isso é, a pessoa está infectada e o exame não apresenta esse resultado…
Como o tratamento para os itens 3 e 4 é o mesmo, e como virtualmente não possui contra-indicações, é muito melhor simplesmente fazer um tratamento profilático (preventivo)…
Enfim, o tratamento de primeira escolha para amebíase e/ou giardíase é tomar (em dose única) 2 comprimidos de 1000mg cada de Secnidazol (não precisa de receita). Para os vermes (item 5) o tratamento é tomar, também em dose única, 400mg de Albendazol.
Tomando-se esses dois remédios não há necessidade de se fazer mais nada…
Como efeito colateral a pessoa “pode” ter uma leve dor de cabeça, constipação intestinal, um gosto metálico na boca… e como restrição, a pessoa *não* pode estar grávida *nem amamentando* e *não* pode ingerir álcool durante 4 dias após tomar os remédios…
Uma outra excelente opção (essa foi uma dica de três amigos médicos diferentes !) é usar o Annita (Nome comercial da Nitazoxanida), esse princípio ativo parece inibir uma enzima fundamental à vida tanto de protozoários, quanto de helmintos (vermes) e até mesmo de criptospodiridiuns ! Ou seja, é um remédio tipo “2 em 1″. Seu grande incoveniente é o preço (mais de R$ 50,00).
É isso !
Qualquer dúvida adicional não bobeiem e procurem um médico ! Afinal de contas ninguém quer que uma eventual ameba “migre” do intestino para o fígado causando problemas e danos maiores, não é mesmo ?
Abraços e ótima semana a todos,
Para saber mais:
- Secnidazol 1000mg : www.medicinanet.com.
br/bula/4644/secnidazol.htm - Albendazol 400mg : www.bulas.med.br/bula/
5683/albendazol.htm


Nunca ouvi falar sobre isso. Pós impressionante. Obrigado por compartilhar este.